Diretor do Museu de Jaú exibe uma bola autografada por campeões da Copa de 1970 Arquivo Pessoal Tostão, Brito, Clodoaldo, Pelé, Gerson, Clodoaldo, Rivellino, Jairzinho, Pelé e Carlos Alberto Torres. A sequência de passes do quarto gol do Brasil sobre a Itália na final da Copa do Mundo de 1970 é considerada por muitos como uma das jogadas mais bonitas do futebol mundial. Para João Castro, de 41 anos, morador de Jaú (SP) e diretor do Museu Municipal da cidade, esses nomes vão além da memória esportiva. Eles estão registrados em uma bola que o acompanhou desde a infância e hoje integra uma exposição sobre a Seleção Brasileira. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O objeto reúne assinaturas de jogadores campeões do mundo em 1970, como Clodoaldo, Rivellino, Jairzinho, Gérson, Tostão, Brito, Zé Maria, Paulo César Caju, Roberto Miranda e Edu, entre outros atletas da geração. Jaú sedia exposição com itens históricos da Seleção Brasileira A peça, no entanto, não tem uma assinatura que costuma ser a mais lembrada: a de Pelé. Apesar da ausência do Rei do Futebol, João destaca o valor histórico do conjunto de autógrafos reunidos na bola. "Sou privilegiado, é um dos maiores times de todos os tempos", pontua. O presente, segundo ele, chegou quando tinha 7 ou 8 anos, por meio do padrinho, que era amigo do ex-jogador Edu, atacante que jogou pela Seleção Brasileira e fez parte do elenco que disputou a Copa do Mundo de 1970. João conta que, na infância, chegou a brincar normalmente com a bola. "Eu sempre soube que era uma bola autografada, mas não tinha noção do valor histórico que ela tinha. Eu devia ter uns sete ou oito anos quando ganhei. Meu padrinho sempre dizia que um dia eu daria valor àquela bola. Na época eu não entendia muito bem e brincava com ela normalmente", revelou ao g1. LEIA TAMBÉM Telões, música ao vivo e promoções: confira onde assistir aos jogos do Brasil em Bauru durante a Copa Bom Prato lança cardápios especiais inspirados em países da Copa do Mundo; veja datas e pratos na região O significado mudou anos depois, durante a graduação em Turismo. Ao estudar museologia e patrimônio histórico, João percebeu que o objeto guardado desde a infância carregava muito mais do que assinaturas. "Depois fiz faculdade, estagiei em museus e fui criando esse interesse pela preservação do patrimônio. Passei a olhar os objetos com outros olhos e percebi a importância que ela tinha. Fui privilegiado por ter pessoas na família que também valorizavam a história e sempre me incentivaram. Hoje, trabalho justamente com isso", conta. Homem que ganhou bola autografada pela Seleção Brasileira de 1970 na infância vira diretor de museu Arquivo Pessoal Restauração e exposição Desgastada pelo tempo e pelos chutes de João na infância, a bola passou recentemente por um processo de restauração. Ela apresentava falhas no couro e perda de partes, o que poderia ter sido pior se não fosse a mãe de João. “Minha mãe sempre cuidou muito bem dela. Mesmo quando outras crianças queriam brincar, ela acabava protegendo a bola”, relata. Com apoio da equipe do museu, o objeto começou a ser recuperado para voltar a ser exibido ao público. "Ela ainda precisa de alguns ajustes, mas já conseguimos recuperar boa parte", conta. Bola autografada por jogadores da Seleção de 70 precisou passar por restauração Arquivo Pessoal Agora, a bola ocupa lugar de destaque na exposição "Copa do Mundo – Seleção Brasileira", aberta ao público até 31 de julho no Museu de Jaú. A mostra reúne itens ligados à história da seleção brasileira em diferentes Copas do Mundo, como álbuns, revistas, pôsteres, camisas, fotografias e troféus. Segundo João, a reação do público tem sido positiva. Somente na abertura da exposição, cerca de 500 pessoas passaram pelo museu. "As pessoas se encantam com a bola e com os demais objetos. Eu assisti aos jogos da Copa de 1970 em fitas VHS quando era criança. Sempre admirei aquela seleção. Hoje valorizo ainda mais esse objeto e fico feliz em poder compartilhá-lo com o público", conta. Exposição "Copa do Mundo – Seleção Brasileira", está aberta ao público até 31 de julho no Museu de Jaú Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região
De brinquedo de infância a relíquia: homem que ganhou bola autografada pela Seleção Brasileira de 1970 vira diretor de museu e exibe peça em Jaú
PodCast Escrito em 13/06/2026
Diretor do Museu de Jaú exibe uma bola autografada por campeões da Copa de 1970 Arquivo Pessoal Tostão, Brito, Clodoaldo, Pelé, Gerson, Clodoaldo, Rivellino, Jairzinho, Pelé e Carlos Alberto Torres. A sequência de passes do quarto gol do Brasil sobre a Itália na final da Copa do Mundo de 1970 é considerada por muitos como uma das jogadas mais bonitas do futebol mundial. Para João Castro, de 41 anos, morador de Jaú (SP) e diretor do Museu Municipal da cidade, esses nomes vão além da memória esportiva. Eles estão registrados em uma bola que o acompanhou desde a infância e hoje integra uma exposição sobre a Seleção Brasileira. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O objeto reúne assinaturas de jogadores campeões do mundo em 1970, como Clodoaldo, Rivellino, Jairzinho, Gérson, Tostão, Brito, Zé Maria, Paulo César Caju, Roberto Miranda e Edu, entre outros atletas da geração. Jaú sedia exposição com itens históricos da Seleção Brasileira A peça, no entanto, não tem uma assinatura que costuma ser a mais lembrada: a de Pelé. Apesar da ausência do Rei do Futebol, João destaca o valor histórico do conjunto de autógrafos reunidos na bola. "Sou privilegiado, é um dos maiores times de todos os tempos", pontua. O presente, segundo ele, chegou quando tinha 7 ou 8 anos, por meio do padrinho, que era amigo do ex-jogador Edu, atacante que jogou pela Seleção Brasileira e fez parte do elenco que disputou a Copa do Mundo de 1970. João conta que, na infância, chegou a brincar normalmente com a bola. "Eu sempre soube que era uma bola autografada, mas não tinha noção do valor histórico que ela tinha. Eu devia ter uns sete ou oito anos quando ganhei. Meu padrinho sempre dizia que um dia eu daria valor àquela bola. Na época eu não entendia muito bem e brincava com ela normalmente", revelou ao g1. LEIA TAMBÉM Telões, música ao vivo e promoções: confira onde assistir aos jogos do Brasil em Bauru durante a Copa Bom Prato lança cardápios especiais inspirados em países da Copa do Mundo; veja datas e pratos na região O significado mudou anos depois, durante a graduação em Turismo. Ao estudar museologia e patrimônio histórico, João percebeu que o objeto guardado desde a infância carregava muito mais do que assinaturas. "Depois fiz faculdade, estagiei em museus e fui criando esse interesse pela preservação do patrimônio. Passei a olhar os objetos com outros olhos e percebi a importância que ela tinha. Fui privilegiado por ter pessoas na família que também valorizavam a história e sempre me incentivaram. Hoje, trabalho justamente com isso", conta. Homem que ganhou bola autografada pela Seleção Brasileira de 1970 na infância vira diretor de museu Arquivo Pessoal Restauração e exposição Desgastada pelo tempo e pelos chutes de João na infância, a bola passou recentemente por um processo de restauração. Ela apresentava falhas no couro e perda de partes, o que poderia ter sido pior se não fosse a mãe de João. “Minha mãe sempre cuidou muito bem dela. Mesmo quando outras crianças queriam brincar, ela acabava protegendo a bola”, relata. Com apoio da equipe do museu, o objeto começou a ser recuperado para voltar a ser exibido ao público. "Ela ainda precisa de alguns ajustes, mas já conseguimos recuperar boa parte", conta. Bola autografada por jogadores da Seleção de 70 precisou passar por restauração Arquivo Pessoal Agora, a bola ocupa lugar de destaque na exposição "Copa do Mundo – Seleção Brasileira", aberta ao público até 31 de julho no Museu de Jaú. A mostra reúne itens ligados à história da seleção brasileira em diferentes Copas do Mundo, como álbuns, revistas, pôsteres, camisas, fotografias e troféus. Segundo João, a reação do público tem sido positiva. Somente na abertura da exposição, cerca de 500 pessoas passaram pelo museu. "As pessoas se encantam com a bola e com os demais objetos. Eu assisti aos jogos da Copa de 1970 em fitas VHS quando era criança. Sempre admirei aquela seleção. Hoje valorizo ainda mais esse objeto e fico feliz em poder compartilhá-lo com o público", conta. Exposição "Copa do Mundo – Seleção Brasileira", está aberta ao público até 31 de julho no Museu de Jaú Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região